Vamos levando a vida, tranqüilos, confiantes naquilo que nos parece tão sólido, imutável. Nos deixamos levar, ficamos à deriva, sem precisar correr muito atrás das coisas. Afinal, parece que sempre tudo será igual. Mas um dia, sem perceber, estamos sentados num banco feito de ar, no nada, e como naqueles desenhos, a hora que percebemos que estamos sobre o precipício é que caímos.
Acabou-se o tempo em que o dinheiro servia para ser gasto com roupinhas, sapatinhos, besteirinhas. Agora ele é gasto com aluguel, condomínio, contas. Que não querem saber se sua bunda está parada ou se mexendo. E é nessa fase que precisamos mostrar a que viemos, que precisamos capturar esse ser "adulto" e fazê-lo virar realidade e não tratá-lo como uma bonita teoria.
Amadurecimento, maduro, duro. Crescer dói, ou machuca, como já disse alguém por aí, por esse mundo. Mas quando cai a ficha: pô, eu consigo, eu consegui, "veni, vidi, vici"! Ah, que orgulho bom da gente!
Medo ainda tenho muitos, de muitas coisas, principalmente daqueles "infaláveis", mas a cada dia sinto que consigo lidar melhor com esse lado medroso, medonho, melindroso. E conseguir manter a mente tranqüila é uma coisa que venho treinando (preciso de aperfeiçoamentos ainda, mas...) e conseguindo bons resultados.
Apaixonante, apaixonada e apaixonadamente vou levando esses meus dias, meus meses, meus anos. Que não são dourados porque prefiro prateados. E não são solitários porque a solidão não me pertence mais. E não são mais enfadonhos porque eu sou a pessoa mais legal do mundo. E quem quiser que perceba isso. E que se aproveite disso. E que queira me acompanhar. E que me acompanhe. E que se apaixone. Porque eu já estou, porque eu já sou... e sigo feliz com meu cabelinho de happy feet e minhas mãos pequeninas que conseguem abraçar o mundo!
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