11.22.2007

A dignidade e o papel higiênico

A cada dia que passa assistimos a novos casos de corrupção, enganação, falta de escrúpulos e outras coisinhas mais que pululam pelos noticiários. Mas a verdade, se ninguém percebeu ainda, é que as pessoas "comuns" já estão contaminadas por isso tudo. A cultura do "ser esperto", tirar vantagem de tudo sem dar importância se está pisando em cima de algo ou alguém. Ou se está usando alguém de escada para sua subida astronômica.
É gente dando golpe aqui, contando uma mentirinha acolá, tirando o seu da reta e colocando o de outro. Coisas da vida. Será? Ainda me recuso acreditar que isso seja o "normal". Sem falso moralismo, nem pagando de santinha, mas realmente é assim que deve ser? Onde foi parar a dignidade que todos tanto pregam e que é assunto principal quando queremos exigir que algo seja feito? Cadê a NOSSA dignidade?
De ver uma sacanagem e não ficar quieto, de falar a verdade quando é isso que pedimos aos outros? De cumprir nosso papel de cidadão quando exigimos tanto que outros o façam? De, nas simples coisas, não nos vendermos. Não aceitarmos aquilo que repudiamos porque é mais fácil, ou porque alguém está nos forçando.
Essa semana comprei um papel higiênico com folha dupla, daqueles que o james vai levar para a madame no banheiro. E acho que ultimamente a dignidade anda mais ou menos assim, como um rolo de papel higiênico: diminuindo a cada dia e acabando no cestinho de lixo.
É assim que você quer que a vida seja, e suas relações com as pessoas e com o mundo? Eu acho que não...

11.17.2007

Fugindo dos padrões...

Pois então, fugiremos dos padrões.

Aí vai uma dica de teatro: Assombrações do Recife Velho, no Espaço "Os Fofos Encenam", na rua Adoniran barbosa - Bela Vista. Maravilhooooooooso!!! Vale muito conferir, com uma fuçada no google você acha as informações completas.
E seguindo na fuga: vestido vermelho, meia preta, sapato prata, cachecol verde. Colorida ou "colorilinda"? Os dois. Chega dessa coisa meio "marromeno", chega de sentar e chorar o leite derramado. Evoluções de uma mente cansada e um corpo sedento por novos espaços. Deixar as lágrimas estacionadas em um passado que não volta e seguir o caminho das pedrinhas amarelas. Parece que nunca chega esse dia em que abandonamos de vez os velhos hábitos e recorrências. Mas o dia chega e a gata borralheira vira cinderela. As flores cor de rosa avermelham e os dias são muito mais interessantes.
Os sons são sentidos com mais apuro, as palavras saem mais diretas e os sentimentos se "desconfundem". O ser se torna maior que o estar e a vida passa leve, passeando, passarinhando. Gotas de cor espalham-se pelo ar deixando tudo mais divertido e o sono agora vem como um repouso, não mais como um refúgio.
Cortar os cordões da marionete pode ser uma experiência renovadora...

11.15.2007

Quando eu morrer não quero choro nem vela...

Quero uma fita amarela, gravada com o nome dela...

Quero ser lembrada um dia como aquela que veio para o mundo a passeio. Quero viver feliz e conseguir irradiar essa felicidade para todos que me rodeiam. Quero respirar e sentir as pétalas de todas as flores que já cheirei. Quero sorrir e sentir nos lábios a alegria de todas as pessoas que já passaram por eles. Quero dormir e sonhar com todos os mundos que ainda não conheci. E quero acordar com o sol brilhando tanto em meu rosto, que eu precise cerrar meus olhos pra conseguir enxergar os olhos de quem estiver ao meu lado.

Quero amor, quero paz, quero luz. E Oxalá sempre acima de mim, olhando, sorrindo, cantando...

11.08.2007

Ditos populares nacionalmente conhecidos, "quiçá" mundialmente!

Pelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo, procurar sarna pra se coçar. Várias expressões que dizem a mesma coisa, conhecida desde os primórdios da humanidade (e imitando Huck, o Luciano) quiçá de antes da humanidade existir. Imagino um dinossauro daqueles de carinha simpática enfiando o "focinho" num buraco estranho. E saindo de lá com um quente e dois fervendo. Quem nunca quis saber aquilo que não quer realmente? E só descobre que não quer depois que vê. Grandes desafios da humanidade, levar a vida sem querer saber mais do que sabe, ou do que precisa saber. Muitas invenções geniais provavelmente aconteceram assim, mas quando se trata de coisas banais não é melhor deixar do jeito que está e esperar pra ver como fica?

Mas o ser humano, principalmente os do sexo feminino, gostam de "cavar" até achar alguma coisa. Pode ser uma porcaria, mas a pessoa quer achar. E acha. E fica com cara de cu, com o perdão da palavrinha-palavrão. Tanta coisa melhor pra fazer, vá ler um livro, vá lavar uma louça, vá caçar um sapo. Mas não vá enfiar a cara de cu no buraco alheio. E sair de lá com a cara de cu ao quadrado, quiçá ao cubo (gostei dessa imitação...).

Depois que o estrago já foi feito e o cu já está estampado na cara, nada mais a fazer do que relaxar e gozar (novamente imitando outra pessoa e já pedindo desculpas pelo trocadilho). Afinal, se quem quis enfiar o naso foi você, sem permissão e sem necessidade, azar o teu zebedeu. Engole o choro e vá tratar da vida. Afinal, jacaré que dorme na praia a onda leva...

11.07.2007

Ainda nas musiquinhas...



Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.

Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.

Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.

Assim devera eu ser
se não fora
não querer.

[Adriana Calcanhoto - Formiga Bossa Nova]